Mesmo nestas atribulações diárias, acabo por conseguir encontrar uma forma de relativizar. Sim, dá-me uma irritação do camandro, viro-me e mexo-me para resolver o que aparece. Nem sei se foi com a idade, acho mesmo que foi com as voltas que a minha vida tem dado, que me fizeram perceber que há coisas/situações/pessoas com quem não vale mesmo a pena perder tempo e ponto. Quando perdi o meu pai, no desespero, na loucura, na alucinação, dizia que tinha perdido os filtros, mas pensei que era coisa do momento e que a minha "sobriedade" voltaria em breve. Não voltou...aliás, sinto que agora sou uma pessoa bastante mais sóbria. Se era preciso perder o meu pai...óbvio que não, bastava fazer uma retrospectiva da sua vida e era o bastante, mas tendemos a esquecer-nos de fazer esses exercícios. Se há coisa que me deixa um pouco mais tranquila e feliz (se assim o posso dizer) é sentir que o meu pai foi um homem feliz. Ele próprio o dizia! Comia e bebia como queria (não era um bom ...