sexta-feira, 11 de julho de 2014

A remoer na preguiça

Estava a tentar levantar-me e fazer alguma coisa em prol da nossa modesta habitação e sinto-me invadida por uma enorme vontade de continuar sentada a engonhar...felizmente estas coisas não me dão muitas vezes!
E dou comigo a pensar porque é que me sinto assim...como é que raio começou o meu dia para já me sentir tão sem energia?!!!
Pois bem...I. acorda a sorrir e todo dengoso, mas peço-lhe para se calçar para ir dar um beijinho à avó e acordá-la e começa de birra. Não queria porque não queria sair da cama...quero dormir mais um bocadinho, disse ele...olha deita-te mais cedo, que é tipo, quando eu te digo para te deitares, em vez de pareceres uma pulga ou sei lá que bicho mais que não pára um segundo. Sô dona R. é que é um descando para dormir...não quer a cama, peço um beijo. Não dás? Vou-me embora. Um "beso" à mãe, pede. Então deita-te! Trocamos beijocas, pega na fralda, coloca-a debaixo da cara, chupeta espetada na boca e pode cair o mundo que só acorda de manhãzinha.
Pois bem...crianças a caminho da creche que hoje foi só o pai levá-las e eu volto para a cama...descansar só mais um bocadinho digo eu, que dormi mal...e porque o padeiro só chegava depois das 9h (padeiro de reformados/aposentados) que quem trabalha não se compadece destes horários!
Meros instantes este a minha cabeça na almofada e ouço "sarrabulho" no andar de baixo (cada dos pais com 2 andares). Senhora dona minha avó materna na sua visita/irritanço semanal. Vou não vou...aiiiii que eu gostava tanto de descansar só assim...10 minutinhos pode ser?!!!!
Lá me bater uma necessidade de salvar a minha mãe do martírio e de lhe dispararem os níveis de açúcar...mãe diabética que em situações de stress fica completamente alterada nos valores. Vesti-me toda arranjadinha e vou à cozinha toda bem disposta. Apaziguei a coisa sem deixar de fazer valer as necessidades da minha mãe...correu muito bem, todas amigas como antes e a minha avó (a preferida, mas andamos de candeias às avessas já lá vão uns tempos...coisas para outro dia)) lá seguiu o seu caminho.
Beijo à minha mãe que vou para casa tratar das cenas. 
Volto atrás que me esqueci de qualquer coisa e digo-lhe...olha, vou meter gasolina e vou passar pelo cemitério. É marado, eu também acharia, mas já não ia há quase um mês e apeteceu-me. Ela iluminou-se e quis ir também. Estava quase pronta. Só faltava o coração com a foto que encomendámos e a jarra que a minha mãe comprou. É marado, eu sei, mas senti alívio. Hoje fica tudo arranjado. Sentar-me-ei a conversar com ele, como em qualquer outro local, eu sei, mas ao menos sei que o corpo está ali. Chorei. Já não chorava assim, com aquele aperto no peito vai para uns dias bons. Ver a fotografia naquela nova e tão polida traz ainda maior noção da realidade. 
Estamos a fazer tudo o que podemos...pena não ser mais...

E este era para ser um post leve...pois era, e eu também queria estar a bombar de energia...


1 comentário:

  1. Há dias que são mais dificeis de gerir...
    E por vezes... Faz bem chorar*
    Beijinhos

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